
Visita de estudo da turma 12º D2, organizada pela professora Gorete Coelho, no dia 25 de março, no âmbito da disciplina de História A, ao Museu do Aljube Resistência e Liberdade.
Relato de uma das alunas que participou na visita:
O museu situa-se na antiga prisão do Aljube, em Lisboa, local que funcionou como cárcere político durante o Estado Novo entre 1928 e 1965. Dedicado à memória do combate à ditadura e à resistência dos que lutaram em defesa da liberdade e da democracia, o museu busca preservar as histórias e as memórias daqueles que se opuseram ao regime autoritário português.
A visita foi, inquestionavelmente, bem norteada pela guia Margarida Morgado, que nos conduziu através das diversas histórias e facetas dos “libertários”, resistentes que durante décadas lutaram pelo fim da opressão do regime.
Cada história, cada relato e cada resquício acerca da atitude de desobediência ao regime, foram transmitidos de forma excelente pela guia, que, conjuntamente com as fotos, os objetos ou os documentos da época, permitiram quase uma visualização do que verdadeiramente foram os ditos “os tempos de antes é que eram” para todos aqueles que se rebelaram contra a repressão e buscaram a liberdade.
Num dos andares superiores é possível ter acesso a três celas remanescentes da antiga prisão e ler os relatos daqueles que sofreram com a tortura. No último andar tem-se acesso a uma galeria inteira dedicada à guerra colonial - com fotos, objetos e relatos - e uma divisão menor reservada ao 25 de abril de 1974 - o Dia da Liberdade.
Apesar de ser um sítio com um carácter e um peso emocional imenso, o museu deve ser preservado e frequentado por todos, pois é um tipo de local que não guarda apenas objetos ou velharias, mas sim um pedaço sombrio da história portuguesa e que não deve nunca ser esquecido pelos cidadãos do país, para que este tipo de governo não se volte a repetir.
Foi, também, uma oportunidade para nós, os alunos, partilharmos as memórias que os nossos familiares nos têm transmitido sobre este período da nossa História ainda recente e para alguns tão traumatizante.
Maria Eduarda Sousa, 12º D2
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